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Património

A Tecelagem de Almalaguês

Uma tradição profundamente ligada à freguesia, historicamente praticada por mulheres, em teares que faziam parte do quotidiano das aldeias.

História

Durante décadas, o tear esteve dentro de casa.

Nas aldeias em redor de Almalaguês tecia-se sobretudo mantas, colchas, tapetes e outros tecidos de uso diário, e a atividade organizava a vida das famílias e das mulheres que a praticavam.

Com a mudança do mercado e dos hábitos de consumo, a procura diminuiu e a tradição começou a perder força. Foi exatamente nesse contexto que nasceu a Herança do Passado, ajudando a revitalizar a atividade e a devolver-lhe futuro.

Hoje a mesma técnica dá origem a alpercatas, chinelos de pano, sapatilhas, casacos, coletes, carteiras e peças de decoração.

Ilustração em linóleo de mãos a passar a lançadeira entre os fios da urdidura de um tear

O tear

Quatro gestos, repetidos até a peça nascer.

  1. Passo 1

    Urdidura

    Prepara-se o fio, um a um, até formar a teia esticada ao comprido do tear.

  2. Passo 2

    Lançadeira

    A lançadeira atravessa a teia de um lado ao outro, deixando o fio da trama.

  3. Passo 3

    Bater a trama

    O pente aperta cada passagem contra a anterior. Repete-se milhares de vezes.

  4. Passo 4

    A peça

    Nada é automático: cada metro de tecido é tempo de uma pessoa.

Materiais

O que entra no tear

Fio de algodão e linho
Base da maior parte das peças, em cru ou tingido.
Usada sobretudo em mantas e peças de maior peso.
Padrões geométricos
As riscas e composições que identificam Almalaguês.